Passagem das horas

Trago dentro do meu coração,

Como num cofre que se não pode fechar de cheio,

Todos os lugares onde estive,

Todos os portos a que cheguei,

Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,

...Ou de tombadilhos, sonhando,

E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.

 

Poem: Passagem das horas - Alberto de Campos

08.31.11